domingo, 29 de maio de 2011

Saiba quais são alguns dos objetos ou símbolos mais marcantes do mundo da música

A MAQUIAGEM DO KISS
Kiss letras

Chaim Witz era um imigrante israelense que vivia em Nova York. Quando criança ele passava o dia lendo histórias em quadrinhos e sonhando ser um super-herói. Quando adolescente ele descobriu os Beatles e passou a também querer ser um ídolo do rock tão famoso quanto eles. Nos anos 70 ele conseguiu realizar seus dois maiores sonhos ao se tornar Gene Simmons do Kiss. Foi dele a ideia de esconder os rostos da banda por trás de maquiagens facilmente identificáveis (demônio, gato, homem do espaço e o estrelado) que se tornaram tão ou mais famosas que a própria banda. Com isso o Kiss realmente parecia ter vindo de outro mundo e pôde deitar e rolar. No auge do grupo vários produtos com a imagem da banda foram vendidos. Um filme para a televisão foi feito e a Marvel lançou a HQ da banda. E assim Gene virou oficialmente um super-herói.


A LUVA DE MICHAEL JACKSON
Michael Jackson letras
Michael Jackson também foi muito mais que um mega astro da música. Basta ver que a simples imagem de uma luva com pedras brilhantes na hora já faz com que nos lembremos dele. Entre várias outras coisas que ele também tornou icônicas (do "moonwalk" à jaqueta vermelha) nenhuma é mais marcante que a luva usada em uma só mão.
Jackson usou o artefato na época do álbum Thriller (1982) a de maior sucesso de sua carreira. E ainda que ele tenha deixado de usá-la nos anos seguintes ela é um símbolo tão forte e poderoso que jamais deixou de ser associada a ele.
Em 2009 a luva usada por Michael no especial de 25 anos da Motown (tido como o momento em que ele virou megaestrela) foi vendida por U$350 mil.


O SUTIÃ DE MADONNA
Madonna letras
Os sutiãs em forma de cone usados por Madonna durante a sua "Blond Ambition Tour" é provavelmente o ítem mais reconhecível entre os vários popularizados ou que geram identificação com a estrela (assim como o vestido de noiva dos anos 80 ou as roupas de ginástica usadas mais recentemente).
A turnê correu o mundo em 1990 carregando uma nuvem de polêmica por onde passava com sua mistura de sexo, dança, religião e ousadia. O tal sutiã - criado por Jean-Paul Gaultier - era a peça usada no momento mais controverso do show quando Madonna cantava uma versão orientalizada de Like A Virgin e simulava masturbar-se em uma cama de casal. Foram cenas como essa que fez com que o show em certas cidades fosse cancelado ao mesmo tempo em que ela tornava-se mais e mais famosa.

Fonte: Vagalume.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

BATERISTAS: PREVENÇÃO, DOENÇAS E TRATAMENTOS.

 O básico da bateria primeiro:
Drum set.svg
4-Bumbo | 5-Caixa | 6-Chimbau

Conheça um pouco o instrumento:
No começo dos anos 1900, bandas e orquestras tinham de dois a três percussionistas cada. Um tocava o bumbo, outro tocava a caixa e o outro tocava os blocos de madeira e fazia os efeitos sonoros. Mas com a invenção do pedal todas essas pessoas se tornaram desnecessárias.
O primeiro pedal prático foi inventado em 1910 por, Willian F. Ludwig, que criou o primeiro modelo de madeira e logo depois, com o aumento da procura, passou a desenvolver junto com seu cunhado, Robert Danly, o modelo do pedal em aço que foi vendido para milhares de bateristas e serviu de base para criação dos modelos mais avançados que temos hoje.
Nos anos 80, alguns fabricantes, tais como Simmons, Yamaha, Roland entre outros, criaram baterias eletrônicas que, além de sons pré-gravados, podiam também funcionar como samplers, gravando sons que depois são executados sempre que o instrumento é percutido.
Entre as marcas que fizeram história no Brasil incluem-se a Pingüim e a Gope (anos 60 e 70) e a Odery que hoje é considerada uma das melhores baterias no mundo, tendo seu início como uma Handmade (feita a mão).

Hoje, em evolução constante, a bateria recebe cada vez mais atenção de fábricas e engenheiros, que pesquisam junto aos bateristas para desenvolver o melhor modelo de cascos, baquetas, ferragens e pratos. As inúmeras fábricas crescem a cada dia no mundo e no Brasil e nós como admiradores desse instrumento devemos estar atualizados com essa evolução, buscando a cada dia conhecer mais o instrumento.

Joey Kramer - Baterista do Aerosmith


Lars Ulrich - Baterista do Metallica

Sr. Mccartney & Ringo Starr Ex. Baterista do The Beatles

PARTINDO PARA A FISIOTERAPIA
POSTURA:
O baterista deve tocar no instrumento sentado sobre um banco, de forma a manter a caixa entre as pernas que deverão ficar ligeiramente abertas. No caso de bateristas destros, o pé esquerdo ficará sobre o pedal do chimbal e o direito sobre o do bumbo, sendo que, muitos bateristas canhotos adotam uma postura simétrica a esta.
Alguns bateristas usam um segundo bumbo, ou um pedal duplo, percutido através do pé que geralmente aciona o chimbal, sendo necessário o uso de algumas técnicas adicionais, de forma a conseguir manter a coordenação entre os diferentes ritmos musicais que a música eventualmente possa exigir.
Os movimentos repetitivos poderão levar a lesões músculo-esqueléticas irreversíveis.

RECOMENDAÇÕES:
Num contexto geral é recomendada fisioterapia e exercícios como: alongamentos, aquecimentos, exercício físico complementar. Em relação à postura deverão ser tomados os mesmos cuidados e tentar colocar as peças da bateria da forma mais ergonômica possível.


Doenças que acometem bateristas:
-SURDEZ
-HÉRNIA
-ARTROSE
-BICO DE PAPAGAIO (OSTEÓFITOS)
-
DESVIOS DE COLUNA
-LOMBALGIA
-TENDINITE
-BURSITE
-L.E.R. (LESÃO POR ESFORÇO REPETITIVO)
E OUTRAS INFLAMAÇÕES.
DEPOIMENTO DE UM BATERISTA:
Guigue: baterista em Portugal
“eu por acaso também tenho medo dessas dores, porque às vezes sinto nos joelhos, nas costas e nas coxas, parecendo que estão "presas" e doem muito. Tenho que me levantar e esticar as pernas e estalar/endireitar as costas. As costas nem é o que mais me preocupo, pois tenho sempre as costas numa boa postura, apesar de doer às vezes, mas as dores nos joelhos e nas coxas (principalmente a esquerda) tenho receio de ter que deixar a bateria no futuro. Penso sempre pelo lado positivo e espero que sejam só dores de crescimento”.


TÉRMINO DA CARREIRA
Phil Collins

O cantor e baterista, que mora na Suíça, disse à revista "FHM Magazine" que está feliz em "sair completamente de cena", agora que sua audição está comprometida e suas mãos não têm mais força para segurar um par de baquetas.

O ex-baterista do Genesis vendeu mais de 150 milhões de discos como artista solo. No ano passado, ele lançou uma coletânea de versões para standards da Motown, chamada "Going back".

Com a audição esquerda arruinada; uma vértebra deslocada no pescoço e uma lesão nos nervos das mãos, Collins diz que "tudo faz parte do trabalho": "Não estou preocupado se não vou conseguir tocar bateria de novo. O que me preocupa é ser capaz de cortar uma fatia de pão ou fazer coisas para meus filhos. Meus médicos dizem que é algo a ser feito aos poucos, que vai levar cerca de um ano para me recuperar. Minhas mãos não estão fortes o suficiente para tocar bateria. E não acredito que poderei tocar de novo".

DICAS DA FISIOTERAPIA PARA OS BATERISTAS TOCAREM ANOS E ANOS:

1º Alonguem antes e depois de cada espetáculo, e ensaios quanto mais fizerem isto mais anos tocaram.

2º Evitem drogas, fumar, beber. Toquem muito, mas descansem ainda mais para darem tempo ao corpo de se adaptar.
3º A Proteção dos ouvidos é altamente recomendada.


4º Mantenha a postura da coluna, mãos, ombros e pernas.

5º Procurem a Fisioterapia.

6º Ambiente térmico e conforto térmico são conceitos definidos em diplomas legais próprios para as condições do trabalho.
Grosseiramente para uma jornada de trabalho de 8 horas o ambiente térmico deverá ter as seguintes condições:
Temperatura - entre 18ºC e 22ªC
Humidade Relativa do Ar - entre 50% e 70% (fonte:
http://www.ehsportugal.com).

Sei que muitos considerarão estes limites impraticáveis (em palco), mas a sua definição foi estabelecida de acordo com resultados laboratoriais onde foi definida a correlação entre ambiente térmico e saúde do trabalhador.
Não quero com isto dizer que tocamos em infernos, e sim dizer que devemos ter isso em atenção e tomar as medidas possíveis: ventilação, hidratação, etc. Ainda para mais a exposição a ambientes severos pode ou não provocar doenças, depende da suscetibilidade do indivíduo.

7º O Grip não serve só para mostrar que somos tecnicistas, foram elaborados para diminuir o stress nas articulações dos dedos, pulsos... Ao segurar a baqueta no sweet spot (ponto de equilíbrio) grande parte da força das pancadas é dissipada/absorvida pela parte de trás da baqueta não sendo transmitida para os músicos.

8º Quando for sentar para tocar coloquem uma toalhinha no banco, isso previne micoses.

domingo, 22 de maio de 2011

VIOLINO: Arte em 4 Cordas

Diana Rumrill: Violinista há 30 anos e Fisioterapeuta há 10 anos.

Um Violino Stradivarius

Na história os violinos aparecem como peças raras que sofreram pouquíssimas modificações ao longo de quatrocentos anos. Os primeiros eram italianos. Por duzentos anos, os violinos de primeira classe eram fabricados apenas por três famílias na Itália – Amati, Guarnieri e Stradivarius.
Até hoje, os violinos Stradivarius são os mais valiosos do mundo. Foram feitos no século XV por Antonius Stradivarius um célebre luthier italiano. Pelo menos mil peças entre violinos, violas e outros instrumentos de corda foram fabricados por ele. A qualidade do som de um Stradivarius não foi superada nem mesmo com a inserção de novas tecnologias à música, eles eram produzidos com perfeição estética e ótimos materiais; hoje custam milhões.

O violino é um instrumento de cordas friccionadas o que o caracteriza como o mais agudo da sua família. Possui quatro cordas (Mi4, Lá3, Ré3, Sol2). O som tem característica estridente, agudo. Emite um som requintado. Seus acordes tem o poder de transcender a imaginação e provocar os mais profundos sentimentos. Por isso, é mais utilizado em apresentações de obras eruditas. Numa orquestra, os violinos são precedidos pelo primeiro-violino, ou Spalla. Este músico é o responsável pela afinação da orquestra antes da entrada do regente. Repassa aos outros profissionais as determinações do maestro, e substitui este na regência, quando de sua eventual ausência.
Entretanto, podem ser retirados do instrumento acordes suaves e delicados de diversas maneiras: pela ação de friccionar a crina de um arco de madeira sobre as cordas; beliscando ou dedilhando as cordas (pizzicato); fricção da parte de madeira do arco (col legno) ou por percussão com os dedos ou com a parte de trás do arco.
Resumindo o Violino é uma Obra de Arte Perfeita.



PARTINDO PARA FISIOTERAPIA

Quais tipos de lesões os violinistas tem maior risco?

Lesões de Violinistas tendem a ser no pescoço, ombro, antebraço, punho e dor na mão. Isso pode ser desde uma irritação dos músculos e tendões, ou de compressão de nervos. Todas essas questões podem ser tratadas por mudar a sua maneira prática de trabalhar com o seu corpo e não contra ela.

Quais técnicas específicas podem ajudar a evitar esses tipos específicos de lesões?

Aprendendo a ter um sentimento de liberdade em todo o corpo como você toca vai ajudar com uma infinidade de questões. Este é um meio termo entre moleza (quebra -tipo de postura) e enrijecimento do corpo (postura do tipo militar), no qual você se sente livre para se mover em qualquer direção, mantendo um senso de segurança. Bandagem (Faixa, Atadura) tende a ser mais um problema para músicos altamente motivados. Encontrar este equilíbrio a quantidade certa de tensão muscular, não só reduzir a dor relacionada no tocar, mas irá ajudá-lo a jogar mais expressiva e livremente.

COMO SENTAR CORRETAMENTE:
Talvez você foi ensinado a ser um músico de orquestra, sentando-se com as costas arqueadas e seu violino elevados. Esta postura tem boas intenções, mas os músculos das costas vão trabalhar horas extras e seus movimentos serão restrito. Isto eventualmente produz dor nas costas e limita os seus movimentos do braço disponível.
Para encontrar a melhor posição sentado, em primeiro lugar temos que encontrar os ossos de sentar (Ísquios). Você deve sentar-se centrado sobre esses ossos para liberar a tensão desnecessária nos músculos das costas. Depois de encontrar um meio termo confortável, trazer o seu violino até a posição com liberdade em seus braços. Você deve ser capaz de simplesmente olhar para o Maestro sem usar os músculos da costa para virar-se.

Se um músico já está lesionado, que passos devem seguir a fim de obter um diagnóstico correto e tratamento?

Se a dor ou outros sintomas não desaparecem depois de alterar os seus hábitos de prática e não diminuir depois de alguns dias de descanso, é hora de procurar ajuda médica. É muito mais fácil de tratar um problema que se arrasta há algumas semanas do que a alguns meses ou anos! Não espere até a semana antes de seu grande concerto para correr atrás de seu médico.
A dor é um sinal de que algo precisa de atenção.


Cuidado com Práticas em excesso
É doloroso não está ajudando você fisicamente ou artísticamente. Você já tem criatividade – agora use para criar maneiras de ajudá-lo a aprender a sua parte sem simplesmente ficar repetindo a passagem mais e mais da mesma forma antiga.
Aqui estão algumas idéias para você começar: Defina um temporizador de cinco minutos e toque a passagem de diversas maneiras. Você pode neste momento – fazer no estilo de artistas diferentes, com diferentes velocidades, levando toda a atenção para sua respiração uma vez, toda a atenção para os seus pés no chão outra vez, etc. Tente praticar a passagem suavemente quando possível. Isso ajuda a desenvolver a sensibilidade e permite que você ouça realmente a si mesmo. Tentar tocar alternando a passagem com o “executar” em sua mente, assim você planeja melhor seu resultado sonoro. Você também pode perceber as sensações que surgem durante a prática mental que, por exemplo, você tem uma sensação de apertar o violino com o ombro nos trechos mais difíceis durante, ou curvando-se muito quando não é necessário. Quando você notar e corrigir estes erros durante a prática mental, você tem a chance de corrigi-los durante a prática do violino, e você não tem mesmo a irritar seus tendões para fazê-lo!.

Fonte: Violino Vermelho

Fisioterapia para Músicos


O aprendizado de um instrumento musical leva anos e inclui milhares de repetições dos mesmos movimentos. A execução imprópria deles pode levar a sérios danos musculares.
Nos músicos profissionais, o problema tende a se agravar, seja pelo avanço da idade, pela prática musical, tensões do dia a dia ou estresse físico e emocional .. tornando-o algumas vezes irreversível.
Venho esclarecer e auxiliar os músicos na prevenção e correção de problemas derivados de sua atividade é o objetivo deste Blog que será escrito em linguagem simples e direta pela estudante de Fisioterapia Arianne Palheta – baseada a partir da experiência obtida com músicos da Orquestra Filarmônica Meninos do Immes de Macapá-Ap.
Citarei dificuldades que os músicos encaram em seu ambiente de trabalho ou ensaio, conceitos acerca das lesões, testemunhos de músicos que se beneficiaram com a fisioterapia e uma série de exercícios/alongamentos detalhadamente descritos e acompanhados por mim!

Obrigada e Vamos a Luta.