segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Musicoterapia


A musicoterapia é uma forma de tratamento que utiliza a música para ajudar no tratamento de problemas, tanto de ordem física quanto de ordem emocional ou mental.
A musicoterapia como disciplina teve início no século 20, após as duas guerras mundiais, quando músicos amadores e profissionais passaram a tocar nos hospitais de vários paises da Europa e Estados Unidos, para os soldados veteranos. Logo os médicos e enfermeiros puderam notar melhoras no bem-estar dos pacientes. De lá para cá, a música vem sendo cada vez mais incorporada às práticas alternativas e terapêuticas. Em 1972, foi criado o primeiro curso de graduação no Conservatório Brasileiro de Música, do Rio de Janeiro. Hoje, no mundo, existem mais de 127 cursos, que vão da graduação ao doutorado.

Como atua o musicoterapeuta?
O musicoterapeuta pode utilizar apenas um som, recorrer a apenas um ritmo, escolher uma música conhecida e até mesmo fazer com que o paciente crie sua própria música. Tudo depende da disponibilidade e da vontade do paciente e dos objetivos do musicoterapeuta. A música ajuda porque é um elemento com que todo mundo tem contato. Através dos tempos, cada um de nós já teve, e ainda tem a música em sua vida.
A música trabalha os hemisférios cerebrais, promovendo o equilíbrio entre o pensar e o sentir, resgatando a "afinação" do indivíduo, de maneira coerente com seu diapasão interno. A melodia trabalha o emocional, a harmonia, o racional e a inteligência. A força organizadora do ritmo provoca respostas motoras, que, através da pulsação dá suporte para a improvisação de movimentos, para a expressão corporal.
O profissional é preparado para atuar na área terapêutica, tendo a música como matéria-prima de seu trabalho. São oferecidos ao aluno conhecimentos musicais específicos, voltados para a aplicação terapêutica, e conhecimentos de áreas da saúde e das ciências humanas. São oferecidas também vivências na área de sensibilização, em relação aos efeitos do som e da música no próprio corpo.

Indicações da Musicoterapia
Sendo inerente ao ser humano, a música é capaz de estimular e despertar emoções, reações, sensações e sentimentos. Qualquer pessoa é susceptível de ser tratada com musicoterapia. Ela tanto pode ajudar crianças com deficiência mental, quanto pacientes com problemas motores, aqueles que tenham tido derrame, os portadores de doenças mentais, como o psicótico, ou ainda pessoas com depressão, estressadas ou tensas. Tem servido também para cuidar de aidéticos e indivíduos com câncer. Não há restrição de idade: desde bebês com menos de um ano até pessoas bem idosas, todos podem ser beneficiados.
Particularmente são indicados no autismo e na esquizofrenia, onde a musicoterapia pode ser a primeira técnica de aproximação. A musicoterapia é aplicável ainda em outras situações clínicas, pois atua fundamentalmente como técnica psicológica, ou seja, reside na modificação dos problemas emocionais, atitudes, energia dinâmica psíquica, que será o esforço para modificar qualquer patologia física ou psíquica. Pode ser também coadjuvante de outras técnicas terapêuticas, abrindo canais de comunicação para que estas possam atuar eficazmente.

Que música é a mais indicada?
Músicas com ritmo muito marcante, não servem para o relaxamento, como por exemplo, o rock. O ritmo do rock é constante, ao passo que no relaxamento, a tendência é diminuir o pulso e o ritmo da respiração.
Cada ritmo musical produz um trabalho e um resultado diferente no corpo. Assim há músicas que provocam nostalgia, outras alegria, outras, tristeza, outras melancolia, etc.
Alguns tipos de música podem servir de guia para as necessidades de cada pessoa. Bach, por exemplo, pode ajudar muito no aprendizado e na memória, Rossini, com Guilherme Tell e Wagner, com as Walkirias, ajudam especialmente no tratamento de pacientes com depressão. As valsas de Strauss podem contribuir e muito, para os momentos em que se necessita um maior relaxamento, estando bem indicadas para salas de parto. As marchas são um tipo de música que transmite energia, tão importante e escassa em áreas hospitalares de pacientes em convalescença.
Um bom exemplo disso tem sido o uso da musicoterapia, no auxílio do tratamento da doença de Alzheimer. Doença de caráter progressivo e degenerativo tem, entre seus primeiros sinais, o esquecimento, a dificuldade de estabelecer diálogos, as mudanças de atitude e a diminuição da concentração e da atenção. A musicoterapia ajuda a estimular a memória, a atenção e a concentração, o contato com a realidade e o esforço da identidade. Trabalha-se ainda a estimulação sensorial, a auto-estima e a expressão dos sentimentos e emoções.
A melhor ajuda que o tratamento dos pacientes, utilizando a música, pode proporcionar, é que ela, como terapia, torna os obstáculos da doença mais amenos e mais fáceis de serem ultrapassados.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Maestro João Carlos Martins


Para quem pensa que o mundo da música é feito apenas de glamour, glória e fama, o post de hoje vem provar que a dor anda colada com a música. Vamos contar o caso de sofrimento e superação de João Carlos Martins, que é uma referência no meio musical. A intenção não é escrever uma biografia formal, e sim contar uns acasos da vida do artista em questão. E, de quebra, divulgar a música clássica, domínio do nosso personagem.



Como ele mesmo diz, “a melhor mentira do mundo é a verdade” e se contássemos a história de João Carlos Martins numa mesa de bar, ninguém acreditaria. Um bebê que nasceu em 25 de junho de 1940, com cinco quilos e seiscentos gramas tinha tudo para ser grande, forte e saudável. Porém, o acaso tirou o maior conhecedor das obras de J. S. Bach, compositor clássico do século XVII, do piano.



Em Nova Iorque, num treino recreativo de futebol no Central Park, Martins caiu sobre uma pedra, que perfurou um nervo do braço. O músico foi submetido, então, a uma cirurgia na mão direita. Ficou um ano em recuperação, mas teve um retorno triunfal arrebatando Washington, capital dos Estados Unidos, com sua interpretação de J. S. Bach, sua especialidade.



No entanto, não demorou muito e Martins foi acometido por uma nova fatalidade. Durante o festival de Berlim de 1966, o músico foi operado do apêndice. Em seguida, para completar o azar, é diagnosticado com uma embolia pulmonar. Foram 15 dias entre a vida e a morte, e dois meses no hospital. Mas ele ainda voltou. Voltou para parar em 1970, quando as dores na mão direita não davam trégua e acabaram interrompendo a carreira do pianista mais famoso do Brasil.


Foram sete anos de tratamento para uma volta triunfal num Carnegie Hall lotado. A obra escolhida para rechear seu retorno foi o primeiro volume de “Cravo Bem Temperado”, de Bach, claro!

Sem agilidade, em 1998 encerrou sua carreira em Londres, antes de passar por mais uma cirurgia na mão direita. Mas João Carlos Martins é forte e em 2000 conseguiu voltar ao piano, tocando apenas com a mão esquerda. Mas a força do pianista ainda iria ser testada mais uma vez. Dois anos depois, ele descobre, em Paris, que sofre de uma doença chamada Contratura de Dupuytren, a mesma que acometeu Leonardo da Vinci. As duas mãos ficaram comprometidas.

Mas como toda história deve ter um final feliz, ainda que esta esteja longe de ser um conto de fadas, vamos ao ano de 2003, quando Martins decide estudar regência. Nesse ano ele fez outra cirurgia e ouviu dos médicos que nunca mais tocaria piano. Aos 63 anos, então, começou a estudar regência com o maestro Júlio Medaglia. Seis meses depois já estava gravando Bach com seus músicos.

Em 2004, João Carlos Martins estréia oficialmente a Orquestra Filarmônica Bachiana, na Sala São Paulo, com 41 músicos. Porém, um dos maiores artistas que o Brasil já viu, apesar de todo sofrimento, não foi esquecido. Em 6 de janeiro de 2007, com sua orquestra, é ovacionado em Nova Iorque, num Carnegie Hall com três mil pessoas, que o aplaudiam de pé por oito minutos. Como não consegue segurar a baqueta e nem virar as partituras, o maestro foi obrigado a decorar dez mil páginas de partituras. Ao final da apresentação, tocou Bach apenas com o polegar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Flauta Transversal: Flautistas.

Músicos Flautistas
Sintomas:
Os sintomas mais freqüentes observado é a dor, podendo estar associada à fraqueza muscular, à depressão à redução da habilidade, à fadiga e à perda funcional, podendo muitas vezes ser confundida com uma compressão nervosa, apesar das alterações sensitivas estarem tipicamente ausentes.
Os sintomas exacerbam durante a execução do instrumento, com o aumento do tempo e intensidade do ensaio.

O aumento de pressão sobre o nervo pode ser provocado por compressão direta ou indireta pelos tecidos adjacentes. As causas da pressão podem estar associadas aos movimentos repetitivos que podem ocasionar hipertrofia muscular local e irritação dos tecidos.

Postura Correta:
A cabeça deve se sustentar sempre ereta, e de maneira natural, assim a respiração não será prejudicada. Você deve sustentar seus braços um pouco afastados de seu corpo, o esquerdo um pouco mais que o direito, e não pressionálos contra o corpo, afim de que sua cabeça não fique em uma posição oblíqua em relação ao seu corpo; isso poderia, além de causar uma má postura, impedir sua respiração, uma vez que sua garganta se contrairia e a respiração não aconteceria tão facilmente como deveria ser. Você deve sempre sustentar a flauta com firmeza contra sua boca, a alternância desta pressão pode afetar a afinação.

Professora Maíra Viana. Primeira Flautista

 Rostan Martins - Segundo Flautista

O flautista precisa ter consciência que a demanda de seu corpo é semelhante à de um atleta. As atitudes e práticas preventivas fazem parte do cotidiano dos esportistas já há algum tempo. O músico deveria buscar um caminho semelhante, pois o corpo, como no caso dos atletas, é o seu instrumento de trabalho. O músico
normalmente só se preocupa com seu corpo quando sente dor. Antes do aparecimento de qualquer desconforto, seria importante que o instrumentista investisse em trabalhos corporais a fim de evitar futuros transtornos decorrentes da prática do instrumento. A prática de esportes, de alongamentos, de técnicas posturais, uma alimentação regrada e um sono regular deveriam fazer parte de seu cotidiano. E, nunca é demais repetir - todas estas atividades e cuidados com o corpo devem ser, principalmente, preventivos.

~ FISIOTERAPIA:
Flautistas, algumas das doenças possíveis que podem ter são irreversíveis.
por isso, indico a vocês fazer sempre alongamento antes e depois de ensaios e apresentações.
Alongamento Facial:
Este exercício pode ser feito em posição sentada ou de pé. Ajuda a alongar o maxilar e músculos faciais. Inicie olhando fixamente para frente com a boca fechada. Abra a boca e faça um som como se tivesse se expreguiçando de sono. Agora imagine-se comendo umas duas balas "chitas" ao mesmo tempo. Alongue sua boca em todas as direções por 10segs. Ou se preferir pode pronunciar as 5 vogais do alfabeto de maneira bem exagerada para que alongue os músculos do maxilar. Repita pelo menos umas 5 vezes.

Alongamento das Mãos:
Poderá tanto fazer uma mão de cada vez ou as duas juntas . Comece com as mãos na frente do corpo, olhando para a palma das mãos. Alongue primeiramente os polegares colocando sua ponta no outro lado da palma da mão e suavemente feche a mão. Abra-a em seguida alongando os dedos. Suavemente dobre os dedos para dentro da palma da mão e dobre o polegar sobre eles, sem apertar. Abra novamente a mão e alongue seus dedos novamente. Repita esse exercício de 3 a 4 vezes.

Alongamento do Pescoço:
Com a cabeça reta coloque a palma de sua mão na testa e aperte para traz ao mesmo tempo que empurra sua cabeça para frente. Mantenha por 10-15seg . Em seguida entrelace os dedos das mãos e coloque atraz da cabeça e force para frente ao mesmo tempo que a cabeça para traz. Mantenha de 10-15seg. Repita o exercício do lado direito e esquerdo também de sua cabeça. Finalmente relaxe sua cabeça e ombros deixando sua cabeça descançar colocando a orelha no ombro por 10-15seg e depois no outro lado, em seguida coloque o queixo em direção ao peito e depois nuca nas costas mantendo ambos por 10-15seg. Tente não contrair os ombros enquanto executa tais exercícios. 

Observação: Quando você sentir dor em alguma parte específica nos ensaios, pare rapidamente e alongue, isso diminue a dor no local . 

Por tanto, alongue antes e depois de ensaios e apresentações para evitar o encurtamento de suas carreiras.